quinta-feira, 24 de abril de 2008

Resumos do livro de Pedro Demo – Saber Pensar (Matheus Araújo Gonçalves)

1 – Pensar:

Saber pensar! È necessário procurar o que traz aquela afirmação, o que fez ter certeza de que aquilo seria daquele jeito. Pensar reúne muitas coisas, uma idéia bem organizada e bem representada com certeza seria compreendida por muitas pessoas do que uma idéia sem razão, sem um fundamento lógico.
As coisas funcionam através de uma lógica, cada ato possui a sua história, possui as suas reações, saber analisar no que poderia acarretar é um modo óbvio de demonstrar capacidade de dedução. É claro que nada se deduz sem um conhecimento claro, experiência vivida, tudo passa por transformações e todos nós a cada dia podemos tomar conhecimentos delas.
É essencial que as coisas sejam observadas, avaliadas em busca de melhoria no modo das pessoas pensarem e aprenderem a acelerar suas mentes, para que haja capacidade das pessoas agirem de modo mais dinâmico, percebendo melhor as situações e trazendo atitudes coerentes para momentos diferenciados.


2 – Lógica e Jeito:

“Nem sempre a distância entre dois pontos é a linha reta...”
O ser humano muda, o ser humano sente e cada atitude pode resultar em coisas inimagináveis. Um pensador sabe que nem tudo pode ser expresso de modo lógico, é preciso fazer de modo oculto (pelo menos para os outros) que as coisas aconteçam que as lógicas se mostrem de maneira mais delicada, assim, mais fácil de ser aceita. Tudo isso porque o ser humano é sentimental, precisa de momentos emotivos para que haja sentido nas coisas, para que não vire uma coisa arrogante, ou seja, uma pessoa que vive na razão, que faz as coisas em função de segurança e estabilidade, que haja de modo individual. É claro que precisamos conciliar esses momentos até mesmo para não sermos completamente surpreendidos e desiludidos da vida quando algo dá errado.
A mente humana é bastante dinâmica, cogita muito, age muito, saber pensar é saber agir com o outro, aprender a conviver sabendo trazer as reações e situações mais agradáveis, de modo inteligente para que a lógica seja bem vinda.



3 – Arte de argumentar:

Para argumentar sobre assuntos é preciso saber do que se trata, ter conhecimento e acreditar acima de tudo no seu propósito. Há e sempre haverá quem não concorde, quem não acredite em tais argumentos, pelo fato de nós seres humanos pensarmos diferente em alguns momentos, ou em todos também.
Ver vários pontos de vista e chegar à conclusão de uma idéia traz mais segurança para uma argumentação bem trabalhada, há quem de forma alguma concordará com suas idéias e é importante que isso aconteça até mesmo para que se discuta sobre elas.


4 – Saber aprender:

Aprender. Buscamos a cada momento saber alguma coisa, demonstrar conhecimento. O que envolve isso é o saber ouvir. Você pega idéias e vivencias de pessoas mais bem dotadas de conhecimento e transforma, aumenta, enfim, passa a fazer parte de um circulo de conhecimento e é claro, passa a fazer argumentações mais convincentes, traz mais confiança para suas expressões e comportamentos. Além de tudo é mais dinâmico saber agir diante de situações, saber o momento de ser transigente para que não haja conflitos com pessoas importantes, mas saber ser intransigente para que aprendam com suas idéias e assim demonstrar capacidade de organização.


5 – Saber cuidar:

Será que estamos cuidando das nossas terras e dos nossos animais? Das nossas crianças? O que seria saber cuidar?
Muitas coisas e acontecimentos vêem a nossa cabeça quando se trata desses assuntos. Teremos problemas com certeza em relação à natureza e à sociedade. Envolvemos-nos demais com o dinheiro e esquecemos-nos de cuidar da “nossa casa”, e será que é só nossa mesmo? Bem, isto não vem ao caso, mas é mais que evidente que estamos nos afundando em arrogância, em maldade, individualismo e principalmente em poluição.
Saber cuidar chega até ser uma ironia.





6 – Saber inovar:

Muito se busca para inovar, mais o que vem acontecendo é que as inovações estão cada dia mais banais, cada dia mais sem sentido. Inovamos nossos celulares, nossas roupas e tudo mais, será que não estamos um pouco apressados demais? Veríamos sentido em apreciar por mais tempo coisas que passam por nós tão rápido como esquentar uma comida no microondas?
Entramos em uma velocidade errada, uma velocidade que o nosso corpo não agüenta, com isso aparecem às doenças como depressão, o estresse. Devemos saber pensar e começar a inovar de modo mais objetivo, de modo mais compreensivo, aprendendo a lidar com a espera.
Estamos apressando até o fim de nossos tempos talvez, seria melhor inovarmos o modo de cuidar do universo.


7 – Saber acreditar:

Muitas pessoas acreditam que Deus existe, outras já não têm tanta certeza assim. É questão de vivencia, as pessoas possuem crenças e culturas diferentes que acreditam ser únicas para elas. Buscar conhecimento é um modo de acreditar, é um modo de saber o que quer e o que vai resolver o seu problema. A humanidade tornou a religião uma coisa importantíssima no dia a dia e a incerteza sempre haverá em relação a como estamos aqui, quem chegou a nos trazer para este lugar. São coisas da qual jamais teremos certeza, só nos resta acreditar no que mais parece o ideal aos nossos valores.

Livro: Saber Pensar - Pedro Demo /1ª Parte: Componentes do Saber Pensar

1) Pensar
O pensar está associado à idéia de compreensão. Compreender é questão de lógica, e a lógica que mais no interessa é aquela que está por “trás”. Para uma boa compreensão é necessário atenção para o que não se diz, o silêncio, a entonação e os gestos. Outro componente do pensar é a indução, que exige observação dos fatos procurando constatá-los. Assim a indução faz com que as pessoas raciocinem antes de afirmar. É preciso mais que lógica, pois essa não nos faz sair do lugar por ser apenas um método, uma forma e não um conteúdo.

2) Lógica e jeito
“Pensar não é apenas ter idéias, mas tê-las com jeito”. Primeiramente devemos reconhecer que não somos seres propriamente racionais. Somos também emotivos. Enquanto a razão nos torna mais distantes a emoção nos leva a entregas totais. È preciso lembrar que um ser apenas lógico se torna uma máquina e não um humano. Somos seres subjetivos incapazes de imitar e sim com capacidade de recriação. A lógica formalista aposta na análise para entender a realidade, já a lógica formal prefere se basear nas estatísticas. A realidade deve ser observada, interpretada e tratada com jeito.

3) Arte de argumentar
Argumentar é considerado “arte” porque exige uma construção jeitosa do discurso. Busca o convencimento através da fundamentação aberta. Leva em conta que o ser humano e a sociedade não funcionam apenas pela lógica. É preciso motivar igualmente o raciocínio e a envolvência. Toda argumentação nos convida a uma contra-argumentação. Exige limite e potencialidade. Uma boa argumentação ao mesmo tempo em que analisa a realidade, busca também comunicar, entender-se e convencer. No plano da retórica procura atingir a sensibilidade e tocar o coração.

4) Saber aprender
O fato de aprender intervém na realidade. O sujeito passa a ser capaz de escrever a sua própria história. Deixa de ser coadjuvante para ser o “ator” principal. A aprendizagem é um fenômeno reconstrutivo e político. Os aprendizes não devem ser apenas sujeitos capazes de seguir ordens, devem sobretudo criar oportunidades. A aprendizagem deve inclui também a convivência comum como bem maior.

5) Saber cuidar
Saber cuidar é parte essencial do saber pensar. O saber cuidar tem a visão de que conhecimento não implica apenas compreensão, mas igualmente a capacidade de conviver com ela e reconhecê-la como maior que nós. Saber cuidar vai além da questão de sensibilidade, zelo, cuidado, faz parte da inteligência humana tornando-se uma categoria da lógica.

6) Saber inovar

Saber pensar inclui a capacidade de dar conta das inúmeras inovações que marcam a sociedade pós-moderna. O mercado é cada vez mais competitivo, e inovar significa criar um diferencial. “Inovar já não é novidade. Saber inovar, entretanto, continua desafio mais novo que nunca.”

7) Saber acreditar
Saber acreditar é uma linha de pensamento contrária à dúvida e ao questionamento. Temos que ser cautelosos ao acreditar no que vimos e ouvimos. Shermer busca entender porque tantas pessoas acreditam em Deus, dentro de um conceito de sociedade marcada pelo intenso fluxo de conhecimento. Ele conclui que a maioria das pessoas crêem nas religiões com base em razão.

Verônica Laila de Oliveira



sexta-feira, 11 de abril de 2008

Questões sobre o texto: Educação para a vida – Pedro Demo

1) Qual a proposta do IDEB para o aluno pobre?
R: Na prática a proposta do Ideb torna o aluno pobre repetente logo de partida, ao prendê-lo por três a um estágio que duraria apenas três meses. Embora muitos problemas possam estar no aluno (inclusive na família) a maioria dos problemas estão na escola que não sabe alfabetizar.

2) Por que dizer que em geral quem mais precisa de recuperação é o “professor de recuperação”?
R:
Não por culpa, mas por deficiência de formação original e permanente. Não adianta contratar professores de recuperação. Ë crucial que se mude a didática das escolas.


3) Qual a diferença entre distribuição de renda e redistribuição?
R:
Distribuição é programas sociais assistencialismo. Já
Redistribuição é impedir ou frear a concentração de renda pelos mais ricos.

4) O que quer dizer o trocadilho feito pelo autor: “anos de estudo”e “anos sem estudo”?
R:
Nossos alunos aprendem muito mal e a cada ano pior. Por isso dizemos que anos na vida escolar significam “anos sem estudo” (sem aprendizagem) tamanha é a precariedade da proficiência escolar. “Anos de estudo”, nada ou quase nada acrescentam ao aluno.

5) Qual o significado da expressão “anos de estudo”em países avançados?
R:
Essa expressão tem um significado confiável nesses países. Um ano a mais significa aprendizado a mais. Entre nós (países subdesenvolvidos) não existem esta garantia.


6) Do que se trata o texto publicado por Ioschpe em sua coluna jornalística?
R:
Ioschpe defendeu em seu texto a cobrança de mensalidades de alunos ricos em universidades públicas. A reação causada entre os leitores foi de imensa “histeria”.


7)De acordo com o texto, o que faz do sistema de alfabetização um sistema ineficiente?
R:
A proposta de alfabetizar a criança em três anos torna o aluno ocioso e lento, já que é possível alfabetizar um aluno em apenas três meses.

8)Em geral, como o homem expressa a habilidade de saber pensar?
R:
Em geral expressa por invenções tecnológicas, a ponto de hoje imaginamos que somos capazes de criar, de novo, uma criatura que poderá superar o criador: inteligência artificial. O ser humano pretende reinventar-se.


9) Qual é a crítica que Demo faz quanto à proposta da “progressão automática”?
R: Serve apenas como recurso estatístico para enfeitar o governo, inventar agendas positivas, incluir o Brasil entre os desenvolvidos e supor avanços irreais na escola.

10) De acordo com o texto além de oportunidades, o que mais as mudanças trazem?
R: Trazem também limites. A natureza é limitada. Nós mesmos somos limitados. Entre essas limitações estão as diferenças.

11) Segundo o texto, qual seria o fator mais decisivo para enfrentar a concentração de renda?
R:
Esse fator seria a educação de qualidade. Porque nela se conjugam qualidade formal (saber pensar) e política (saber intervir).


12) Como Ioschpe vê a educação?
R:
Ele a vê com olhos de economista, focando em dados quantitativos e se baseando em teorias econômicas que têm como objetivo o desenvolvimento econômico.



Verônica Laila de Oliveira

quinta-feira, 3 de abril de 2008

dissertação sobre o poema tabacaria

O eu - lirico é um humanista melancolico.
Para o eu - lirico cada ser humano é unico, e o importa não é o que a pessoa tem de bens materiais e sim o que somos espiritualmente.
porque um dia agente vai morrer e não vamos levar nada de bens materiais com agente.


Matheus Caetano

Dissertação do Poema Tabacaria – Fernando Pessoa


“O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha em conquistá-lo,ainda que tenha razão”

O poema traz como tema a imensa solidão e a angústia vivida pelo eu - lírico em seu cotidiano. A necessidade de analisar sua própria existência e a capacidade imaginativa desse eu - poético, faz com que ele enxergue coisas que os outros não possam ver.No poema temos uma contemplação da paisagem, uma busca pela natureza. Álvaro de Campos procura viver os seus sonhos e esquecer tudo aquilo que aprendeu com os homens. O poeta opõe a fantástica capacidade de sonhar à limitação do mundo exterior. O fato de ter conquistado mais que Napoleão, ter amado mais que Cristo e ter filosofado mais que Kant não valem nada nesse mundo exterior. São apenas “frutos” de sua imaginação. “Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama”. Fernando Pessoa em seu poema aborda o aspecto de que o pensar é doloroso, impede o homem de ser feliz.
A angústia do homem moderno é o foco principal. Em meio a um leque de oportunidades que o mundo exterior oferece o poeta ainda sim se sente inútil e está mergulhado em um imenso vazio. O eu - poético pode ser representado como o homem cheio de inquietudes. Fazendo um contraponto com o dono da tabacaria que é o representante do homem comum que não tem consciência alguma do que o cerca. A tabacaria pode ser analisada como algo simbólico e sem valor no mundo real. O poema termina com a imensa solidão do poeta que afirma que nada nessa vida vale a pena.


Verônica Laila de Oliveira

Resumo - Concordância Nominal


Caetano Veloso e Jorge Mautner gravaram juntos um cd. Ao se apresentarem no programa “Altas Horas” receberam um OBRIGADO.
Caetano responde em seu nome e nome de Mautner: OBRIGADO NÓS!
O agradecimento de Caetano causou certa estranheza por ser feito no plural. Pasquale utiliza-se desse fato para explicar um pouco de concordância nominal.

Um homem deve dizer OBRIGADO a quem quer que seja.
Uma mulher deve dizer OBRIGADA a quem quer que seja.


Quando Caetano diz “obrigados nós ’’ ele está agradecendo em seu nome e no nome de seu companheiro, por isso não há nenhum erro nessa fala. Caso tivéssemos uma dupla de mulheres, uma agradecendo em nome da outra, teríamos um “obrigadas nós”.

A palavra mesmo:


* Uma mulher deve sempre dizer “eu mesma”
* Um homem deve sempre dizer “eu mesmo”

A palavra menos:
Essa palavra não existe no feminino. Por isso quando dizemos: ”Hoje ingeri menas quantidade de batata no almoço”, estamos cometendo um gravíssimo erro de concordância nominal. A palavra menos não existe no dicionário. Sempre devemos utilizar MENOS, no masculino.

A palavra muito:
Não modifica se estiver vinculada a um adjetivo
Ex: “muito nervosa”

È correto dizer “muitas laranjas”?
*Sim, pois laranjas é substantivo. Por não está vinculada a um adjetivo a palavra muito não varia.

A palavra meio-irmão:
A palavra meio modifica a palavra irmão.
Então o plural só pode ser MEIOS-IRMÃOS/MEIAS-IRMÃS

Se você dissesse “Elas são meio irmãs”, o sentido seria completamente diferente.Não haveria entre elas uma ligação de sangue, e sim uma amizade tão forte que as transformaria em “quase irmãs”
Verônica Laila de Oliveira

quinta-feira, 27 de março de 2008