sexta-feira, 11 de abril de 2008

Questões sobre o texto: Educação para a vida – Pedro Demo

1) Qual a proposta do IDEB para o aluno pobre?
R: Na prática a proposta do Ideb torna o aluno pobre repetente logo de partida, ao prendê-lo por três a um estágio que duraria apenas três meses. Embora muitos problemas possam estar no aluno (inclusive na família) a maioria dos problemas estão na escola que não sabe alfabetizar.

2) Por que dizer que em geral quem mais precisa de recuperação é o “professor de recuperação”?
R:
Não por culpa, mas por deficiência de formação original e permanente. Não adianta contratar professores de recuperação. Ë crucial que se mude a didática das escolas.


3) Qual a diferença entre distribuição de renda e redistribuição?
R:
Distribuição é programas sociais assistencialismo. Já
Redistribuição é impedir ou frear a concentração de renda pelos mais ricos.

4) O que quer dizer o trocadilho feito pelo autor: “anos de estudo”e “anos sem estudo”?
R:
Nossos alunos aprendem muito mal e a cada ano pior. Por isso dizemos que anos na vida escolar significam “anos sem estudo” (sem aprendizagem) tamanha é a precariedade da proficiência escolar. “Anos de estudo”, nada ou quase nada acrescentam ao aluno.

5) Qual o significado da expressão “anos de estudo”em países avançados?
R:
Essa expressão tem um significado confiável nesses países. Um ano a mais significa aprendizado a mais. Entre nós (países subdesenvolvidos) não existem esta garantia.


6) Do que se trata o texto publicado por Ioschpe em sua coluna jornalística?
R:
Ioschpe defendeu em seu texto a cobrança de mensalidades de alunos ricos em universidades públicas. A reação causada entre os leitores foi de imensa “histeria”.


7)De acordo com o texto, o que faz do sistema de alfabetização um sistema ineficiente?
R:
A proposta de alfabetizar a criança em três anos torna o aluno ocioso e lento, já que é possível alfabetizar um aluno em apenas três meses.

8)Em geral, como o homem expressa a habilidade de saber pensar?
R:
Em geral expressa por invenções tecnológicas, a ponto de hoje imaginamos que somos capazes de criar, de novo, uma criatura que poderá superar o criador: inteligência artificial. O ser humano pretende reinventar-se.


9) Qual é a crítica que Demo faz quanto à proposta da “progressão automática”?
R: Serve apenas como recurso estatístico para enfeitar o governo, inventar agendas positivas, incluir o Brasil entre os desenvolvidos e supor avanços irreais na escola.

10) De acordo com o texto além de oportunidades, o que mais as mudanças trazem?
R: Trazem também limites. A natureza é limitada. Nós mesmos somos limitados. Entre essas limitações estão as diferenças.

11) Segundo o texto, qual seria o fator mais decisivo para enfrentar a concentração de renda?
R:
Esse fator seria a educação de qualidade. Porque nela se conjugam qualidade formal (saber pensar) e política (saber intervir).


12) Como Ioschpe vê a educação?
R:
Ele a vê com olhos de economista, focando em dados quantitativos e se baseando em teorias econômicas que têm como objetivo o desenvolvimento econômico.



Verônica Laila de Oliveira

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