O pensar está associado à idéia de compreensão. Compreender é questão de lógica, e a lógica que mais no interessa é aquela que está por “trás”. Para uma boa compreensão é necessário atenção para o que não se diz, o silêncio, a entonação e os gestos. Outro componente do pensar é a indução, que exige observação dos fatos procurando constatá-los. Assim a indução faz com que as pessoas raciocinem antes de afirmar. É preciso mais que lógica, pois essa não nos faz sair do lugar por ser apenas um método, uma forma e não um conteúdo.
2) Lógica e jeito
“Pensar não é apenas ter idéias, mas tê-las com jeito”. Primeiramente devemos reconhecer que não somos seres propriamente racionais. Somos também emotivos. Enquanto a razão nos torna mais distantes a emoção nos leva a entregas totais. È preciso lembrar que um ser apenas lógico se torna uma máquina e não um humano. Somos seres subjetivos incapazes de imitar e sim com capacidade de recriação. A lógica formalista aposta na análise para entender a realidade, já a lógica formal prefere se basear nas estatísticas. A realidade deve ser observada, interpretada e tratada com jeito.
3) Arte de argumentar
Argumentar é considerado “arte” porque exige uma construção jeitosa do discurso. Busca o convencimento através da fundamentação aberta. Leva em conta que o ser humano e a sociedade não funcionam apenas pela lógica. É preciso motivar igualmente o raciocínio e a envolvência. Toda argumentação nos convida a uma contra-argumentação. Exige limite e potencialidade. Uma boa argumentação ao mesmo tempo em que analisa a realidade, busca também comunicar, entender-se e convencer. No plano da retórica procura atingir a sensibilidade e tocar o coração.
4) Saber aprender
O fato de aprender intervém na realidade. O sujeito passa a ser capaz de escrever a sua própria história. Deixa de ser coadjuvante para ser o “ator” principal. A aprendizagem é um fenômeno reconstrutivo e político. Os aprendizes não devem ser apenas sujeitos capazes de seguir ordens, devem sobretudo criar oportunidades. A aprendizagem deve inclui também a convivência comum como bem maior.
5) Saber cuidar
Saber cuidar é parte essencial do saber pensar. O saber cuidar tem a visão de que conhecimento não implica apenas compreensão, mas igualmente a capacidade de conviver com ela e reconhecê-la como maior que nós. Saber cuidar vai além da questão de sensibilidade, zelo, cuidado, faz parte da inteligência humana tornando-se uma categoria da lógica.
6) Saber inovar
Saber pensar inclui a capacidade de dar conta das inúmeras inovações que marcam a sociedade pós-moderna. O mercado é cada vez mais competitivo, e inovar significa criar um diferencial. “Inovar já não é novidade. Saber inovar, entretanto, continua desafio mais novo que nunca.”
7) Saber acreditar
Saber acreditar é uma linha de pensamento contrária à dúvida e ao questionamento. Temos que ser cautelosos ao acreditar no que vimos e ouvimos. Shermer busca entender porque tantas pessoas acreditam em Deus, dentro de um conceito de sociedade marcada pelo intenso fluxo de conhecimento. Ele conclui que a maioria das pessoas crêem nas religiões com base em razão.
Verônica Laila de Oliveira

2 comentários:
gostei desse resumo e agradeço aos meus professores de graduação Vadilsom e Valdemira por darem sentiro real a palavra "Pedagogia", pois sem eles e outros mais, ficaria dificil saber o real sentido dessa obra de arte que é ensinar!!!
muito shw esse autor,ele nos faz refletir sobre as vertentes que nos circunda em nossa jornada de trabalho diária.
Postar um comentário